Todo vídeo começa muito antes do primeiro corte.
Antes da edição, antes da trilha, antes dos efeitos, existe uma pergunta fundamental:
o que essa história precisa comunicar?
Quando essa intenção não está clara, a edição vira tentativa de conserto.
O vídeo até pode ficar bonito, mas dificilmente se sustenta ou cumpre um papel real.
No meu processo, a captação já nasce pensando no destino do vídeo:
onde ele vai ser usado, quem vai assistir e o que essa pessoa precisa sentir ou entender.
Isso orienta enquadramento, ritmo, duração e até o que não deve ser filmado.
Editar, nesse contexto, não é remendar — é lapidar.
Vídeos fortes não dependem de excesso.
Dependem de clareza.