Muita gente trava quando uma câmera começa a gravar.
E quase sempre acha que o problema é “não saber se portar”.
Mas, no vídeo, o que sustenta uma boa cena não é pose — é presença.
Presença é quando a pessoa esquece a câmera por alguns instantes.
Quando consegue se mover, falar ou simplesmente existir com mais naturalidade.
No meu trabalho com vídeo, grande parte do processo é criar esse espaço:
um ambiente seguro, claro e humano, onde ninguém precisa performar um personagem.
Às vezes isso envolve direção.
Às vezes envolve conversa.
E, muitas vezes, envolve silêncio.
A câmera registra melhor quando deixa de ser protagonista e passa a ser testemunha.
E é isso que transforma um vídeo correto em um vídeo vivo.